domingo, 31 de julho de 2011

Solidão me acompanha...




Me sinto só, me sinto sozinha, talvez porque eu seja mesmo!
Como doí, lágrimas e lágrimas já caíram só hoje. Porque? Porque ser diferente ser rara tenho que pagar esse preço?Porque sou assim? Assim que esta sempre presente para todos, que sempre estende sua mão, que sempre esta ali para escutar para ajudar, para realizar, incentivar, amar, mas e eu? Só me sobra a solidão. E o "pior" que não vou conseguir nunca ser diferente.
Vão usar, vão abusar vão esquecer, vão menosprezar mas vou sempre ser essa.
Será que minhas únicas companhias serão sempre minhas palavras, meus livros, as musicas, as poesias, o encanto a fé e Deus? Será que minhas companhias vão sempre ser coisas que existem mas que não posso ver, não posso tocar? Não reclamo delas mas queria mais, queria só um pouquinho do que sou para o mundo, não preciso de muito!Uma amizade, um amor, um abraço,uma viagem, uma conversa,uma flor,uma rosa,uma mãe um pai.
Hoje estou aqui com a chuva, com meus afazeres, meu estudo meu trabalho mas sinto falta de tantas outras coisas. Já me basta a falta de carinho, a falta de incentivo a falta de conselho a falta de alguém para me ouvir a falta de poder ter com quem se abrir, ainda aguentarei mais faltas?
Olho pela janela e vejo as pessoas saindo, rindo se divertindo, beijando, dançando e eu? Eu aqui só observando e sonhando na janela.Faz um bom tempo que faço isso, pois tudo isso serve de inspiração para minhas palavras. É não devo ser desse mundo!
Posso estar sendo egoísta ou com dó de mim , me desculpem não gosto disso mas hoje é o que sinto.
Como uma pessoa sem ter nada disso consegue oferecer para todos o coração aberto e todo amor? Não não posso ser daqui. Sempre disse que os grandes poetas artistas morrem cedo pois não aguento esse mundo, olha não sou nada parecido mas eu não aguento mais e aos poucos estou morrendo.
Me sinto tão triste, hoje não consigo sorrir, hoje voltei como estava a um tempo atrás, mas porque? Nãooooooo !!! O Deus me escuta me auxilia!!!
Sou grata por tudo, mas hoje só queria ser menos sozinha.
Porque casulo de vidro? Porque admiro a liberdade das borboletas, porque o casulo protege porque sempre esta em transformações, mas que é forte e fraco como um vidro que pode se quebrar também! E hoje minha vontade é de voarr como elas, voar ate a África me doar mais um pouco, voar ate o mar para um banho tomar, voarrr para uma árvore a minha eterna amiga, voar para um flor e se alimentar, voar para França e sentir o amor no ar, Voar para bem longe disso tudo, voar para o infinito para felicidade para o amor e para Deus.
Hoje só queria voar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Cansei.

"Cansei da ilusão
Dos sonhos sonhados em vão
Cansei das promessas veladas
De um amor sem destino
Cansei de ser ninguém
No coração de alguém
Cansei de ser sem razão
Por expor a emoção 
Cansei de conter o sorriso 
Da alegria de amar
Cansei de tanto querer
De chorar sem razão
Cansei de Amar Você !"

Uma hora é preciso tomar uma decisão.

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontâneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."

quinta-feira, 28 de julho de 2011

MENOPAUSA NÃO É O FIM.

MENOPAUSA NÃO É O FIM !

Menopausa não é o fim da estrada ! É o início de mais uma estrada que vamos seguir mais tarde ou mais cedo ou que já estamos seguindo! Eu iniciei aos 46 anos a minha total Menopausa! Desde os 45 anos que não uso OB! Eu sempre fui uma mulher moderninha! Na minha época a moda era OB! Absorvente era coisa do tempo do tempo da vovó! Chequei no meu novo caminho mais cedo do que imaginava ! E que para falar a verdade, eu nunca nem ainda tinha parado para pensar em Menopausa e ela me pegou de repente com uma rasteira daquelas...! Quando olhei o início daquela estrada com muitas curvas, percebi uma nova fase em minha vida e falei para mim mesma!: - Não tem jeito ! Vou ter que seguir com esse calor infernal nessa estrada no Sol ou na chuva e chutando novas pedras no caminho! Mais gorda, com aquelas ruguinhas já apontadas em minha face, com todos os calores que até hoje sinto, com a saudade que bate quando lembro da juventude, com alguns fios de cabelos já cor de prata, com toda a minha irritabilidade e com todas as paranóias que posso ter na Menopausa... Empino o meu nariz, visto meu salto alto, com ele vou chutando as pedras e penso sempre: VALE A PENA SEGUIR ! (CRIS )
O corte tem que combinar com o nosso formato de rosto, personalidade e acima de tudo valorizar nosso look .
Envelhecer... Não é tão ruim assim! Olha o que os anos nos permite! Poder errar... sem levar palmadas. Poder ir e vir... sem ter que dar muita satisfação. Poder ficar só ou não... e se lixar pelo que os outros vão falar! Poder correr contra ao vento... sabendo da paulada que vai levar. Poder fazer amor... sem se preocupar com virgindade. Poder escolher seu homem... sem aqueles sonhos de menina. Poder vestir o que quiser... porque nosso corpo já não permite a moda no pé da letra. Poder usar óculos... e não ser chamada de "Quatro Olhos". Poder repassar as experências para os mais novos com a certeza de cada palavra. Poder ver suas primeiras rugas... e se sentir madura com as marcas do tempo. Poder ser chamada de avó... e se sentir realizada como mulher. Poder olhar para trás... e ver que a velhice também vale a pena! Não é tão ruim assim como pintam!
“Por favor, não retoquem minhas rugas. Levei muito tempo para ganhá-las”Anna Magnani

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A mulher madura


O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos.

De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.

Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.

A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.

A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.

O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.

Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.

Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.

Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.

A mulher madura está pronta para algo definitivo.

Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o vôo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.

A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.